sábado, 4 de novembro de 2006

Canos, canudos e computadoras

Como o mundo é grande e acontecem muitas coisas ao mesmo tempo, o post de hoje vai ser dividido em várias partes.


1. Que diabos é isso?


Qual é a soma de três canos, um peso, algumas roscas e um parafuso? A primeira resposta poderia muito bem ser: um monte de ferro que não serve para nada. Eu contestaria dizendo que a pessoa que disse isso está completamente correta. Não passa mesmo de um monte de ferro. Uma segunda resposta poderia ser: sei lá, canos e coisas do gênero para arrumar a pia da cozinha? Vocês conseguiram quebrar a pia da cozinha? Ainda não, responderia eu, incauto leitor, ainda não conseguimos a façanha de destruir a pia da cozinha. Nem nada, para ser franco. Estamos bem comportados. Uma terceira resposta seria: a soma de tudo isso é uma arma mortal para matar pernilongos e mosquitos que andam atormentando a casa. Minha contestação, para essa brilhante idéia, seria: não! Primeiro que quase não se tem mosquitos em casa (estamos no vigésimo andar). Em segundo lugar, as poucas moscas que ousam entrar no querido lar são exterminadas com aerossol anti-moscas. Malditas moscas do dianho! Por fim, alguém poderia dizer que não sabe e que quer que eu pare de enrolar e diga logo o que pode ser a soma de tantas coisas inusuais. Pois, meu caro e querido leitor, dir-lhe-ei (no melhor dos portugueses), o que é: um lindo, maravilhoso e amarelo steady cam caseiro. Nesse exato momento até me imagino que alguém deve ter dito: "Hum... não se parece exatamente com isso, mas..." Mas é, porpetta!



O fato é que na quinta, na faculdade, encontrei com uns amigos (Carlos e Tomás), que estavam falando de montar uma US$14 steady cam que encontraram na internet. Carlos queria porque queria tentar fazer. Tomás estava indeciso. Muito dinheiro, muito risco. Foi aí que eu disse ao Carlos: pois bem, eu faço isso com você, dividimos os custos e vemos como sai. E nos encontramos de tarde, compramos tudo, que saiu 40 pesos, montamos, nós a testamos e bum... perfeita. Claro, tem que se levar em conta que é uma steady cam caseira feita com 40 pesos. Não se pode exigir muito dela. Mas serve bastante, porque faz o que tem que fazer. Se se praticar bastante, quase não se nota que é tão tosca como ela é.



2. O que é um canudo na vida de uma pessoa?



Para os que ainda não sabem, e acho que são muitos, esta pessoa que vos fala passou de futuro da nação para mais um relés desempregado. Sim, me formei. Melhor dizendo, minha mãezinha se formou para mim, já que, por motivos óbvios, eu não pude estar presente na cerimônia de colação de grau. E como me sinto agora que estou formado? Que, mesmo depois de todo o esforço, das incomensuráveis horas de estudo (até parece!), das horas na frente do computador escrevendo trabalhos (isso sim!), dos incontáveis dias em que já estava um tanto quanto cansado da faculdade, dos professores, dos companheiros, da galera do tubão que fica jogada no pátio da reitoria esperando o tempo passar, da coquetagem da cantina (isso sim mesmo!)... que tudo não valeu tanto a pena assim, já que NÃO TENHO MAIS DIREITO A CELA ESPECIAL PORQUE SOU FORMADO. Maldita lei, que vivem mudando. Fora essa decepção profunda, conto a vocês que me sinto igual que antes (meu caro Piperito José sabe o que é isso).





3. Sim, ele fala!



Há muito tempo quero dizer isso ao mundo, deixar que esse sentimento que vem crescendo dentro de mim, de dizer a verdade, nada mais que a verdade e só a verdade, venha à tona e saia aos quatro ventos espalhar o que vou dizer. Ficava hesitante, não sabia se devia dizer, se não devia. Às vezes ficava me perguntando se eu estava certo, se estava errado, qual seria a repercussão disso. Pensava, despensava, pensava, despensava, até que decidi falar, porque acho que o mundo deve saber disso: O CAMILO FALA SOZINHO O DIA INTEIRO. Rapaz, o meu caro roommate não pára de falar sozinho. Às vezes eu acho que está no telefone ou falando comigo, quando vou ver está falando com o computador ou com uma fotocópia... Que mais posso dizer? Tenho ou não tenho razão? O guri tá ficando louco!

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

Vida boa!


Que tal passar o dia estudando assim?

domingo, 15 de outubro de 2006

Fear Factor

Você atravessaria de um prédio a outro a 50 metros de altura?



Não? E se fosse por R$ 5.000,00? Ou por R$ 10.000,00? E por R$ 15.000,00?



E se eu te dissesse que você estaria concorrendo a 35.000 € se atravessasse de um prédio a outro pendurado em dois cabos?


Pois saibam que 6 loucos tentaram fazer isso e não conseguiram. Começaram, foram indo e, quase todos, na metade do caminho, não conseguiram continuar por "n" motivos. Tiveram que abandonar. E como se abandona a 50 metros de altura?


Ora, jogando-se lá de cima! E de brinde ganha meio que um bungee jump.

E onde foi que isso tudo aconteceu? Resposta meio improvável mas verdadeira: no pátio da minha casa. Isso mesmo! Tudo isso aconteceu no pátio de casa. Como? Não me pergunte! A questão é que um programa inglês chamado Fear Factor, com uma filial na Turquia, veio gravar alguns desafios do programa deles aqui na Argentina, exatamente no pátio da minha casa. Segundo os câmeras da companhia argentina contratada para filmar tudo, já é o segundo ano seguido que fazem isso. E como é que sei tudo isso? Eu e o Camilo nos metemos no teto do nosso prédio e ficamos conversando com um câmera e o assistente deles. Descubrimos bastante coisa. E sabe o que foi o melhor de tudo? Poder ficar vendo como o cara da grua ficou manejándola.

Diz o Camilo que atravessaria por 10 mil. Você acredita nele?

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

Sim, por mais que se diga que não, ela faz falta...

Por mais que eu queira dizer que não, ela faz falta. Digo para alguns que não, que não muda muito a minha vida, que poderia viver sem ela, que tudo continuaria igual, mas é verdade: a minha vida seria bem diferente se ela estivesse aqui comigo no dia-a-dia. À noite, quando chegasse em casa, eu a encontraria. Seria aquele momento de você passar pela porta de casa, quando está chegando cansado do trabalho, dos estudos ou da aula, e você se senta no sofá. Ela estaria ali olhando para você, sorridente, preparada para te receber.

Confesso que muitas vezes não chego a pensar nela quando chego em casa. Em outros momentos penso sim. É inegável.

Já tive muitas na minha vida, mas lembro de cada uma que passou. Deixaram as suas marcas. Não foi à toa. Cada uma, a sua maneira, tem suas qualidades e seus defeitos. Foi um filme que vi com uma, um partido de futebol com a outra, uma tarde que passei sem fazer nada com uma terceira. Sempre estiveram aí, a meu lado, acompanhando-me nas horas difíceis e nas horas fáceis.

Conversando com o Camilo, explicando-lhe como eu me sentia em relação a sua ausência, ele me disse, que da parte dele, em relação às suas, ele se sentia igual. Também sentia falta, también la extrañaba. É, às vezes não é fácil. A solidão às vezes bate, você pensa como poderia ser a tua vida com ela, como tudo poderia ser diferente. Para bem ou para mal, seria definitivamente diferente. Já me vi na situação de estar com ele e os dois reclamarem da falta que fazem. Putz, que fazer? Ó vida severina essa! Mas hemos de seguir em frente e ir levando a vida até que cada um consiga a sua ou que os dois consigam uma mesma.

Sim, muito provavelmente é o que vamos fazer. Como o mar não está para peixe, vamos ter que dividi-la. Em muitos momentos vai ser complicado. Um vai querê-la para uma coisa, outro para outra. Os interesses vão divergir, mas os momentos de necessidade vão ser os mesmos. Como fazer? Ou jogamos um ao outro pela varanda ou entramos em acordo. Alguém vai ter que ficar chupando dedo enquanto o outro se deleita com as suas maravilhas... Quem sabe até um fique com ciúme por ela ficar com o outro mais tempo. Vai saber como vão ser as coisas! Ter que dividi-la é isso. Ele a quer, eu a quero... E quem ela vai querer mais?

De qualquer forma, nota-se a ausência de uma aqui em casa. Cada um, da sua maneira, está tentando resolver isso. Pelo bem da coletividade. Que fazer então? Torcer para que ela venha o mais rápido possível, por mais que ela venha pelo lado dele e não queira nada comigo no começo. Sei que posso convencê-la com o decorrer do tempo. Da mesma forma, sei que ele vai convencê-la também. Ou seja, os dois vão ter que dividi-la. Vai ser quase como um triângulo amoroso. Mas assim é a vida...

TELEVISÃO, ai que falta que você faz na nossa vida!

sexta-feira, 29 de setembro de 2006

A primeira vez a gente nunca esquece!

Existe primeira vez para tudo: primeiro beijo, primeira namorada, primeira paixão, primeira briga, primeira vez que se dirige um carro, primeira vez que se bate ele, primeira vez no exterior... e, por fim, para quem quer fazer cinema, a primeira filmagem mais profissional. A minha, pois, foi um trabalho prático de faculdade que consistia em copiar todos os elementos básicos de uma seqüência do filme Nueve Reinas (aliás, para quem não viu o filme, aconselho, que é muito bom). Nos organizamos, preparamos tudo e gravamos.

Gravar, ao contrário do que se pode pensar, não é diversão o tempo todo. Diverte-se, mas também se estressa bastante. É câmera que tem que ficar em tal altura, é ator que tem que fazer isso, é alguém que tem que preparar isso e ainda não conseguiu fazer, é a composição que não se pode executar porque a luz natural está atrapalhando... Etc.

Agora, já que tudo tem uma primeira vez, a minha com a claqueta também foi inesquecível. Nosso encontro se deu na esquina das ruas Uriarte e Santa Rosa, em Palermo, no sábado passado. Eu estava ali, parado, descansando, ela estava do meu lado, começamos a conversar, papo vai, papo vem, rola uma aproximação, rola aquela coisa, a gente se aproxima, vai se aprochegando, até que... Bom, tá aí o resultado do fatídico encontro!