terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Jura dizer a verdade, somente a verdade e nada mais que a verdade?

Sim. Eu confesso: sou noveleiro. Melhor dizendo, sou serieiro...! Exatamente isso, sou daqueles que gosta de uma boa série de tevê, que gosta de ter um cotidiano e não perder os capítulos semanais, que gosta de rever antigos capítulos e não perde uma maratona da sua série preferida. Gosto mesmo. Nem me lembro mais de qual foi a primeira série que vi. Do que lembro é da primeira de que gostei mesmo, que acompanhei, que via sempre na tevê, não perdia um capítulo ou que, quando sabia que ia perder por algum motivo maior que eu, gravava no videocassete para quando chegasse em casa assistisse. Felicity. Com Keri Russell, Scott Speedman, Scott Foley, Creio que devo ter visto cerca de 90% da série toda. Lembro de, quando passava, ter perdido alguns poucos capítulos, e muitos deles eu acabei revendo quando começou a repassar.

A lista de séries das quais me deixei viciar ao longo do tempo não é grande, mas demonstra o que quanto gosto dessas novelinhas: Felicity, Dawson's Creek, Beverly Hills 90210, ER e Friends. Mais atualmente, os vícios moram em Smallville, Two and a half man e 24 hours. Sempre tinham me falado de 24 horas, eu nunca tinha assistido nem nunca tinha achado a história interessante. Até, de tanto me atazanarem a vida, pegar a primeira temporada e ver o primeiro capítulo. Bom demais da conta. Viciei. Agora não consigo parar de ver. Estão faltando 8 episódios para terminar a primeira temporada e não vejo a hora de saber como vão conseguir salvar ao senador Palmer e como o Jack Bauer vai se salvar e a sua família. Que ele vai salvar, eu diria que é quase certo, mas a questão é como. Afinal de contas, tratam-se disso as séries, não? Não de saber o final, porque todos já sabem desde o começo, mas saber de como chegamos ao final que já sabemos.



Sugerencia del troesma

Ainda falando de séries, vou sugerir uma que é meio desconhecida por muitas pessoas: Two and a half men. Talvez as meninas não gostem dessa série, mas os homens com certeza sim, porque os homens pensam assim. É impressionante. As piadinhas, humor, tudo é muito masculino. Para quem quiser ver, se não me engano passa no Brasil na WB às 20h30 todas as terças-feiras.


Our freek world

Parece que o nosso amigo Camilo de la Croix resolveu voltar ao mundo freek dele. Só hoje me passou duas notícias estranhas. Escolhi a mais bizarra: Menino inglês vai continuar com a mãe. International corresponsal, imagino que você já deva estar sabendo disso. A questão é: por que ainda não nos tinha falado?





domingo, 25 de fevereiro de 2007

Porque as cabras também amam

Todos sabem que o matrimônio é uma cerimônia sagrada. Por ser sagrada, Deus tem que estar envolvido. Não poderia ser diferente, uai. Por ter Deus e ser sagrada, só podia mesmo ser algo do bicho-homem que somos. No entanto, descobri eu que dito ritual não é um privilégio só nosso. Animais também se amam. Não sei se todos, mas as cabras sim. E já que se amam, podem se casar.

Pois bem, sendo assim, a prova cabal de que não só o bicho-homem pode se casar se deu ontem. Uma cabra com síndrome de marmota e lince se casou ontem com sua cabra-girl, que a partir de então não deveria mais ter esse nome e sim cabra-wife. Dito casalzinho balidor e berregador está nesse momento em sua lua-de-queijo-de-cabra. Que sejam felizes, meus mais sinceros votos de quem, assim que puder, vai querer dar uma balidinha na casa deles tomando aquele café que só a nossa marmita sabe fazer.




Sugerencia del troesma

Tosco, sujo, emporcalhado, sem-noção, asqueroso, chocante... Estes são alguns dos adjetivos que se pode usar para Borat. Filme cazaque em teoria, supostamente um documentário, Borat é muito mais que isso. É quase como uma afronta aos bons costumes. Não que eu não tenha gostado disso, muito pelo contrário. Me cagava de rir no cinema. Por outro lado, me obrigo a reconhecer que o filme é forte. Não pelas cenas de nudismo ou palavrões, não, mas sim pelas críticas aos costumes, hábitos e maneira de pensar dos americanos em geral. Quem for ao cinema, não espere humor leve, nem humor pesado nem humor negro. O humor de Borat é um humor "chutando o pau da barraca geral". Àqueles mais conservadores não aconselho ir ao cinema sem ter lido um pouco sobre o filme.




Our freek world

Diz Camilo de la Croix que anda muito ocupado com uma prova que tem que entregar. Digo eu que não farei nenhum comentário sobre tamanha vadiagem. Que nesse mundão-de-deus continua ocorrendo bizarrices, não há dúvida. Basta somente alguém as encontrar...

Pois foi aí que eu, lendo Liberal-Libertário-Libertino me deparei com os seguintes links relacionados a um livro que gosto (Sexo Anal: uma novela marrom). Cliquei nos links e caí nesses dois videozinhos. Confesso que os vídeos (este e esse) por si só não tem nada de freek, mas imaginá-los no SBT, de manhã, ou de tarde, que seja, com donas de casa, idosos e crianças vendo, não tem como não dizer que não é bizarríssimo e engraçado.




segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Domingueira

Diz a Bíblia que Deus criou o mundo em seis dias e que tirou o sétimo para descanso. Pois eu digo que isso é uma meia verdade. A metade que é verdade é que Deus e o resto do mundo descansam de fato no domingo; eu descanso no domingo. A metade que é mentira é que o domingo não foi feito só para descanso, mas também para comer até o cu fazer bico, como diria a minha santa mãezinha (ai daquele que fizer um comentário contra ela!). Esse último domingo, como manda a lei divina, não foi diferente. Pensei em um menu (inspirado pela vontade não-realizada do Camilo de la Croix), pensei em quem queria convidar e mãos à obra. Acordei cedo, fui ao mercado logo que abriu, comprei as coisas, dei um tempo e comecei a fazer o "rangu ispertu". O menu foi:

1. Entrada: queijo cremoso com óleo de oliva, orégano e tomate em fatias.

2. Prato principal: frango xadrez à la Camilo com agregados à la Magoo (peito de frango em cubos, pimentão vermelho e verde, broto de soja, vagem, cebola, alho moído, pimenta vermelha, orégano e amendoim) com arroz e passas.

3. Sobremesa: alfajor e brigadeiro recém-saído da panela (aquele que dá uma caganeira das bravas)

4: Para rebater: um café preparado em cafeteira italiana com pitadas de canela.

Para acompanhar tudo isso, vinho tinto. Tomamos um Diego Mudrillo, um Fleichman Merlot (homenagem ao meu amigo Piper) e um Bodegas Argentinas, se não me engano. Sim, foram três garrafas. E sim de volta: meio que voltei a beber, de leve e vinho.

Para finalizar, depois de toda essa comilança, vimos a Scoop, do Woody Allen. Nada de muitíssimo especial. O que valia mais mesmo no filme era a Scarlet Johanson, sempre muito maravilhosa.


Sugerencia del troesma

Dizem que um dos críticos de cinema mais importantes atualmente é um gordo, ruivo e doido que se chama Harry Knowles. Nunca tinha ouvido falar nele até ele sair no Clarín. Dito cujo cidadão, de fato acima do peso, tem um site de críticas sobre cinema muito ácidas. Parece que os produtores e diretores ligam para o cara para contar seus filmes e pedir opinião. Vale a pena dar uma checada, nem que seja para saber que quem vê muito filme pode ficar assim:



Our freek world

Um garoto de quatro anos é atacado por um jacaré é trágico mas não necessariamente é freek. O que é freek nessa notícia é que a avó do garoto disse ao guri que não precisavam se preocupar, porque jacaré não morde gente. Bom, só me faltava a velha também me dizer que o homem nunca pisou na Lua.

Além dessa crocodilística notícia, minha enviada especial da Inglaterra, Jacque Gostosíssima, e colaborada in meritatem, nos contou (digo "nos" porque o mail era para o Camilo), faça minhas as palavras dela, que:


...em Leeds, uma cidade aqui perto, uma menina de dois anos foi estuprada e assassinada pelo tio, na própria casa com a mãe no quarto ao lado.
E nas duas últimas semanas três adolescentes (16, 15 e 13 anos) foram assassinados dentro das próprias casas, no sul de Londres, por gangues de rua.
Mas a bizarrice é que Polícia na Inglaterra não anda armada porque, como não há muita violência, não há necessidade... (não que eu seja a favor de polícia andar armada, a ironia não é essa)...

Jacquinha, beijo-te.




quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Invasão, confabulação, complô!

Sim, senhores e senhoras, foi descoberto, hoje à tarde, um plano de invasão, confabulação e complô contra os tupiniquins de Caballito. Diversas frentes de ataque se juntaram para tentar acabar com os brazucas. No entanto, estes, malandros de berço, foram mais espertos e astutos e desvelaram todo o cartel que se está criando antes de entrarem em ação. Algumas fotos secretas, passadas a mim muito em sigilo, foram tiradas na tarde de ontem, fotos as quais provam e comprovam que aquele que vos fala é louco mas nem tanto.

A primeira série demonstra um aumento nas atividades vespertinas do famigerado
pato-perro. Nota-se bem nas fotos que ele parece afobado, caminhando de um lado para o outro. Sinal de preocupação. Ou seja, de que podem, ele e seus comparsas, estar preparando algo iminente.








Nas fotos da segunda série aparece o mais novo "flanelinha" da rua. Sim, já são dois. Vêm aumentando em progressão geométrica. Daqui é pouco já serão legião. De qualquer forma, observando bem as fotos, nota-se algo de muito estranho: o mais novo "flanelinha" não parece estar devidamente vestido para a sua nova "função". Ora, vejamos, se você fosse passar o dia na rua, cuidando de carros, debaixo do sol, correndo de lá para cá atrás de umas moedinhas, você viria de calça preta, camisa de botão, sapato e, sobretudo, esqueceria a sua flanelinha? Claro que não! Muito estranho isso, muito estranho! Detalhe: observem o cocoruto da criança.







A terceira série de fotos que chegou às minhas mãos, cuja procedência não posso revelar, pois é top secret, mostra um encontro seguido de negociação entre os dois flanelinhas. O das calças caminha de um lado para o outro intermitentemente. Quando pára, põe-se em uma posição assaz estranha. Já o outro, o da flanelinha, está constantemente observando os transeuntes à procura de algo sui generis, quem sabe um espião inimigo. Apesar da preocupação da FCTC (Frente Contra os Tupiniquins de Caballito), nosso espião soube ser mais ardiloso e conseguiu tirar todas estas fotos sem ser descoberto.






Sendo assim, eis aqui algumas provas contundentes de que estão tentando echar os brasileiros daqui. Mas não vão conseguir, porque, como diria nosso querido amigo Chapolin Colorado, não contavam com a minha astúcia.



Sugerencia del troesma

Para quem não conhece de nome o jazzista etíope Mulatu Astatke, saibam que é ele que se ouve naquela coletânea de músicos etíopes no filme Flores Partidas (Broken Flowers). Dá para baixar muita coisa dele pelo Ê mula!



Our freek world

Como o Camilo parece estar de férias de tanta preguiça com que ele está, acabei eu encontrando uma notícia mais ou menos freek. Eu não tenho o talento que ele tem para encontrar essas pérolas do jornalismo, mas pelo menos tentei. Dizem que o que vale é tentar, né? Fica aí a bizzarice do dia: Ex-terrorista sai da prisão e lhe oferecem emprego.


Obs.: Como eu odeio editar texto nessa merda de editor do Blogspot.




quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Voiericando aí...

Sim, nóis voierica, nóis voierica us ôtru... Nosso grandessíssimo amigo o cuidador de carros da rua, que ainda não descobri como é o nome da sua profissão em castelhano, me faz todos os dias reviver o mito do perfeito flanelinha. Que tem que ter um flanelinha para ser a imagem perfeita de um mito? Eu mesmo respondo e o próprio nome já diz: uma flanelinha, e de cor laranja, de preferência. Pois bem, nosso homem, sabendo que todo mito é importante para o ser humano, levou e leva a sério suas duas mais novas funções neste mundo sem porteira: a de ser flanelinha e a de ser a imagem do mito perfeito. Deixo, então, com vocês, a prova de que eu sou sim um pouco fora da casinha mas que tem gente no mundo bem pior:























Sugerencia del troesma


Ainda seguindo a onda dos ratos de biblioteca e manuscritos, saibam os incautos leitores que hoje se inaugurou um site oficial do governo indiano disponibilizando mais de 2 milhões de imagens digitais de manuscritos indianos. Se a BNF já é algo de deixar louco, imagina isso.



Our freek world

Hoje não temos nenhuma bizarrice. Diz o Camilo que o mundo está dando uma descansada e que por isso não há nada. Eu já digo que quem está dando uma descansada é o Camilo e que esse mundo doido da porra nunca pára com as bizarrices. Quem será que está com a razão?



terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Terrorismicando-nos...

Desconfio eu que alguns argentinos estão querendo assustar a dupla tupiniquim de Caballito. Ontem mesmo cometeram contra nós dois ataques terroristas indiretos. Alguns radicalistas, sabendo da minha pequeníssima hipocondriaquice, puseram fogo no hospital vizinho nosso com o vão intuito de fazer eu me sentir sem um porto-seguro para os meus cada vez mais raros ataques de doenceítes (saiba disso o Rafa!). Intuito frustrado, devo eu dizer.

Depois, ainda no mesmo dia, intentaram com mais uma manifestação contra as torres de Caballito. Lembrem-se os incautos leitores que o presepeiro que vos fala mora na torre mais alta de Caballito, no último andar, no apartamento que tem a melhor vista. Pois bem, esses pobres aspirantes a terroristas organizaram outra, mais uma (não bastasse a da semana passada), manifestação contra as torres. Obviamente que os ignoramos e seguimos fazendo nossas coisas de sempre, como estudar, cozinhar e ver tv. Tal foi o nosso gesto de ignorá-los que até demos tchauzinho para eles da sacada. Pauvres petits...


Sugerencia del troesma

France rocks, como diria meu amigo croata de Paris. Bom, para todo e qualquer um que gosta de livros, literatura, manuscritos e coisas raríssimas inencontráveis em lugar nenhum, em biblioteca normal nenhuma, saibam que a Bibliothèque Nationale de France tem à disposição uma variedade incrível de textos digitais. Estava eu fazendo esses dias uma pesquisa sobre uma autora que tem me interessado nos últimos tempos, Hildegard von Bingen, quando, em menos de 15 minutos, baixei dois livros dela e um sobre ela pelo site da BNF. Só não consegui ainda o texto original, que nem sei se tem. Desejo, pois, muita diversão aos ratos de biblioteca de plantão.


Our freek world

Esta é velha, mas vale pelo choque que provoca. Não bastasse o bizarrísimo caso da Natascha Kampusch, que foi seqüestrada e "trancafiada" em um sótão por mais de oito anos, descobriu-se que uma cambojana ficou perdida cerca de 19 anos na selva. Parece até uma filme que eu conheço...



segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Sí, a nosotros nos encanta las lentejas...

Eis que anteontem, sábado 22, os dois brazucas de Little Horse - já cansados de três dias de macarrão - resolveram comer lentilha.

Conversaram entre si das vantagens da alimentação por grãos no lugar das massas e foram ao mercado comprar lentilha.

Às 21h lá estavam ambos se deliciando com um par de milanesas assadas e lentilha. Ontem, lá pelas 13h e pedradinha, resolveram substituir as milanesas (que haviam acabado) por salada de alface e tomate pra acompanhar as ... lentilhas! De noite, jantaram o que sobrou da salada, pedaços de pão e... lentilha!!!

Certamente hoje, logo mais na hora do almoço, irão comer os pedaços de pão com..... lentilhas!!! E, se a odisséia não tiver fim, quando o dia estiver terminando e já não houver mais pão, vão comer apenas..... adivinhem!

Ai que saudades do macarrão!!!!

Escrito por Camilo de la Croix



Sugerencia del troesma

Estava eu me perguntando estes dias como é que podia uma pessoa como eu, estudante de cinema, não ter ainda sugerido aqui um filme. Catucando então com os meus botões, pensei: "Que filme poderia eu sugerir aos incautos leitores?" Cheguei a uma conclusão: um filme que seja bom, diferente. Sendo assim, acho que Mais estranho que uma ficção (Stranger than Fiction) pode ser uma boa pedida. Além de ter uma montagem diferente, uma direção tão diferente quanto, tem um roteiro que no mínimo é bizarro e o nome já dá a entender algo, não?




Our freek world

Inglesa transforma animais de estimação mortos em anel de diamante
. E depois dizem que esse mundo não é estranho. Ara!




domingo, 11 de fevereiro de 2007

Our freek world

7h - Acordo naturalmente por já estar acostumado e pela luz que entra pela janela, cuja persiana nunca fecho.

7h05 - Começo com a toilette matinal (liberar minha bexiga dos líquidos que nela se acumularam durante a noite, lavar o rosto, escovar os dentes e tomar um banho para despertar).

7h15 - Eu tomando banho e ouço a porta do Camilo abrindo. Ele tenta abrir a porta do banheiro e não consegue porque está fechada. Camilo volta para o seu quarto, imagino eu, com vontade de ele liberar sua bexiga dos líquidos que nela se acumularam durante a noite. Essa é uma péssima sensação.

7h20 - Saio bo banho e vou preparar o meu café da manhã. Faço um café na nossa cafeteira italiana de modelo napolitano.

7h21 - Camilo entra no banheiro para tomar ele o seu banho.

7h30 - O café está quase preparado, minhas torradas com geléia já estão prontas, o leite para acompanhar o café matinal já está esquentando, Camilo está saindo do banho e lhe digo: "Fii, qué café?"

7h35 - Sento-me na varanda de casa para tomar um cafezinho (sento lá fora porque faz mais frio e, na minha modesta opinião, tomar café quente no frio é mais gostoso) e o Camilo liga a Radio France para ouvir. Não sei ele, mas eu me sinto como quando estava em Paris, quando acordava, lá em Belleville, levantava, ligava o rádio e tomava um suco vendo o Musée de l'Air da varanda de casa.


Trocamos alguns comentários, como, por exemplo: "Porra, aqueles morcegos do caralho não me deixaram dormir essa noite"; "Aqueles morcegos do caralho cagaram na minha janela de volta"; "Aqueles mosquitos do djanho não me deixaram dormir essa noite"; "Putz, ontem dormi vendo tevê"; "E eu que dormi lendo?" e por aí vai.

7h50 - Camilo se levanta, lava a sua louça e vai para o computador. Liga-o, põe uma música e entra em diversos jornais do mundo, via internet, para ler as manchetes e as reportagens que mais lhe interessam (coisas que só quem divide o mesmo espaço pode saber).

8h - Fico ouvindo a rádio e começo a ficar com vontade de me levantar, mas ainda estou com preguiça. Além do mais, prefiro ouvir um pouco mais a Radio France, já que só na França mesmo para você ouvir, de manhã, uma longa entrevista de uns 20 minutos com um professor da Sorbonne que também é um famoso e célebre escritor búlgaro.

8h10 - Levanto, lavo eu a minha louça e vou para o meu quarto. Ligo o computador. Espero um pouco, já que ele tem aqueles malditos chips duplos, que são a maior enganação neste mundo de Deus.

8h12 - Vou clicando em todos os oks e afins que tenho que clicar antes de ter paz na frente do meu computador e entro para checar os meus e-mails. Já até estou esperando aquele mail que vai me trazer o choque matinal, aquele que me faz lembrar que nasci, vivo e vou morrer nesse mundo doido sem porteira. Quase todos os dias recebo um ou dois links, em um e-mail, do meu caríssimo Camilo de la Croix, com as notícias do que ele chama our freek world (e eu não mudaria este nome por nada). O desta manhã foi sobre uma austríaca que trancou as suas filhas no escuro durante sete anos. Chocante! O de ontem foi sobre o mais novo projeto do governo norueguês: a construção de um silo para armazenar uma amostra da maior parte das sementes do mundo. Como diria eu mesmo, só bizarreira. Por conta disso, resolvi, juntamente com a sugerencia del troesma, abrir mais uma seçãozinha nos posts, our freek world, para deixá-los, sempre que o nosso estimado Camilo estiver inspirado, informados das aberrações e esquisitices a que temos que padecer nesse que alguns filósofos chamam o melhor dos mundos possíveis.

E é assim que começa o meu dia...


Sugerencia del troesma

Já viram uma pessoa que é tudo isso ao mesmo tempo: careca porém com um rabinho na nuca, quase monje hare-krshna, mamatchári, celulável, tocador de instrumentos cujos nomes são impronunciáveis em uma banda que vive fazendo tour pelo Brasil, ótimo cozinheiro, ótimo jogador de videogame, péssimo jogador de futebol, ótimo patinador e ótimo jogador de hóquei, cantor de rua e, juntos de seus companheiros, capaz de comprar uma Kombi com um mês de trabalho? Bom, essa pessoa, cujo nome completo é um mistério, tem como alcunha Zunga e possui um blog interessantíssimo. Nele, além de ter o prazer de vê-lo em ação cantando por essas ruas do mundo, você ainda terá acesso a reflexões filosóficas sobre a fenomenologia do mundo, Deus, ética e afins. Quem quiser conferir, eu os estou convidando. A casa não é minha, mas eu abro a porta sem vergonha: Narcolepsia - A doença do sono (avidya).


sábado, 10 de fevereiro de 2007

Um paradoxo: os novos moradores de Caballito

Mal chego em casa de volta e vejo mudanças em Petit Cheval. Penso comigo: "Que diacho é isso?" Novos moradores aqui na rua? De onde surgiram? Pimpocaram que nem vão pipocar o rebento Dudu ou o leitãozinho da gostosa da Jacque ou já vinham programando isso há tempos? Será que fiquei só um mês ou acabei passando mais e não vi? Bem que estava bom demais no Brasil.

Comecei a andar pela rua e vi que esse não era um privilégio da minha rua, mas sim de Buenos Aires. Aí pensei cá com os meus botões: "Mas será que eles formaram um sindicato para terem tido uma decisão tão simultânea? Será que se organizaram a este ponto?" Também não sabia a resposta. O que sei é que todos os dias, quando saio de casa, vejo-os todos, normalmente, cada um em seu lugar, como se fossem soldados de prontidão.

O primeiro novo "morador" da rua, que me chocou muito, já que se vê pouco disso aqui em Buenos Aires e menos ainda no meu bairro, foi um mendigo. Um senhor de uns 50 anos, barbudo, despenteado, sujo e fedendo a cachaça, que dorme encostado no muro do prédio vizinho ao meu. Durante o dia ele passa sentado do lado da porta do mercado pedindo esmola.

O segundo morador, que também não sei de onde saiu, foi o flanelinha da rua. Eu, que nunca tinha visto um flanelinha em Buenos Aires, fui logo me encontrar com um na porta da minha casa. Ele estava de pé, com uma flanela laranja na mão (juro!) ajudando uma mulher barbeiríssima a estacionar o carro dela, um Fox. Por mais que seja um carro grandinho, na vaga cabia uma D-20, e mesmo assim a mulher e o flanelinha tiveram muito, mas muito trabalho para conseguirem pôr o carro na vaga. Detalhe: entre a beirada do carro e o meio-fio tinha espaço para pôr uma cadeira de praia de lado! Pois é, então, que o primeiro e novo flanelinha de Caballito passa o dia todo na rua à la Índio. Que o Índio, que é uma assumidade nessa área (lembrem-se que flanelinha é profissão mas historiador não), não fique chateado de eu compará-lo ao flanelinha aqui da rua.

Os terceiros moradores da rua são uma família inteira, composta por mãe e três filhos, sendo um de colo. Do nada apareceram na rua e passam o dia aí. A mãe fica sentada enquanto os filhos, todos remelentos e com os narizes escorrendo, vêm pedir esmola a todos e qualquer um. No entanto, como não tem muito disso aqui, ninguém parece dar dinheiro ou se apiedar. Os portenhos parecem mais ter medo que pena ou dó dos pedintes. Eu me isento de dar a minha opinião, já que cheguei ao ponto em que me pediram tanto e disse respeituosamente que não que nem mais respondo e passo reto. É triste, mas é assim. E não é que te pedem 10 centavos. Te pedem um peso, dois. Tampouco pedem, ouvem que você não tem e vãoembora. Ficam no teu pé, te seguindo por metros até ou você dar o dinheiro ou ignorá-los a tal ponto que desistam por sentir-se mal. Foda, muito foda.

Pois é. Duas das impressões que tive da Argentina ao voltar, não sei por quê, foram de que o país ficou subitamente mais pobre, da noite para o dia, e que, por conta disso, importaram estratégias de trabalho brasileiras (não que isso seja um motivo de orgulho nosso).



Sugerencia del troesma

Pandora. Site de música em que você escolhe uma banda ou música, põe para tocar e a rádio vai correlacionando os teus gostos ao repertório deles. Site rápido, trava pouco, te dá informações sobre quem você está escutando e ainda te faz conhecer bandas que você nunca tinha ouvido falar. Criando uma conta, você tem direito a criar rádios e a guardar tuas preferências no site.



sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

And the Oscar goes to...

... to Maikon Augusto Delgado, pela melosidade, açucarice e delicodocice do seu último post, diz o apresentador, de pé do lado de alguma loira peituda gostosa, sorrindo como se estivesse feliz por mim.

Subo no palco, eu sim feliz por ter ganhado mais esse Oscar (também fui premiado com o de Melhor Ator em curta-metragens pela minha excelentíssima atuação em Inmigrante Moderno e Melhor Reflexologista por ter descoberto o reflexo da luz cenital na colher em O segredo de Beethoven), e faço o discurso já conhecido de alguns de vocês.

O primeiro comentário que recebi, momentos depois, foi do meu excelentíssimo roomate, Camilo de la Croix: "Não chorou, né?". O segundo, de um amigo da França: "Virou menininha?". O terceiro, de um amigo: "Como foi lá em Los Angeles na entrega da estatueta?". O quarto, de uma amiga (a única que viu a coisa do jeito que tinha que ser visto): "Ai, achei tão sinceros os teus agradecimentos!". Uma pessoa sábia ela. O quinto: "Já pôs o Oscar na prateleira? Tá orgulhoso?". Bom, e por aí vão.

Sendo assim, queria agradecer a todos, mais uma vez, por todo o amor que têm me depositado e pela ajuda imprescindível para o meu crescimento espiritual. Por fim, queria dizer, a todos e cada um: Ma andat´affanculo!!!

Um homem não pode mais ter seus momentos Ursinho-Carinhoso! Ou, como diria eu mesmo: Que viadagem!



Sugerencia del troesma

Para aqueles que já pensam que eu sou um velho, que sou tarado e que estou me tornando a junção disso, um velho tarado (viejo verde, em castelhano), digo a todos que sim, que estou sim me tornando isso. Não bastasse ler as confissões de um velhote de 90 anos tentando comer uma virgem e, durante todo o livro, não conseguindo e dizendo que o amor supera o sexo, andei lendo esses dias um livrinho bem do safado, o qual já aconselhei a mais de um amigo e amiga: Sexo Anal, uma novela marrom, de Luiz Biajoni. Os mais conservadores vão querer me execrar por lhes estar indicando um livro com tal título. Estapafúrdia, pouca-vergonha, etc., etc., etc. Mas mesmo assim aconselho: leiam Sexo Anal. Por mais que fale exatamente do que o título traz, de dar o cu, é um livro inteligente, com uma trama diferente, baseada em algo inusitado e que, incrivelmente (todas as pessoas a quem aconselhei o livro e que leram me disseram o mesmo), você não consegue parar de lê-lo até chegar no final. Sendo assim, lá vai a dica. Divirtam-se e não se acabem com o pesce in mano (os versados no dialeto romano saberão muito bem o que significa): Sexo Anal.



terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Agradecimentos

Agradecer é importante. Você reconhece o valor de alguma coisa e o torna público. É, pois, o que gostaria de fazer hoje.

  • Ao Rafael e à Waleska por terem vindo me visitar aqui em Buenos Aires e por eu ter passado ótimos momentos com eles. Por terem feito eu me enraivecer com os jogos de canastra e me provar, por mais que eu já soubesse, que o Rafael é o mais ladrão do mundo nas cartas;
  • Ao Piper Bíver José por ter me feito companhia em todos esses dias, por ter me suportado levando-o aos piores filmes, por ter só reclamado e resmungado um pouquinho (não mais que o normal dele), por não ter ido comigo jogar sinuca, por ter contribuído à criação de uma conspiração conspiratório contra o Júlio, por ter conseguido convencer a Marmitita a viajar conosco rumo ao desconhecido da casa do Júlio, e, sobretudo, queria agradecer a ele pela colher;
  • À Marmita da bunda peluda pela companhia nesses dias todos (meio que éramos os Três Mosqueteiros em busca do Sagrado Graal de café), por ter ido comigo em tantas tardes tomar café e zuburetar naquele calor do cão no Lucca, por ter me dado de comer algumas vezes, por ter ido na nossa viagem e marmoteado conosco (marmotices inesquecíveis são aquelas), por ter me convidado para o casório dele com a excelentíssima Tatinha (aliás, Tatota, obrigado pelos tantos cafés e pelo cineminha), por ser peludo e felpudo como uma marmota;
  • Ao Júlio pelas tantas hospedagens na sua casa, pelo passeio pelas praias de Santa Catarina, pelas conversas e rolês, pela amizade, pela linda imagem de você de cuequinha-fralda na despedida, pelo último telefonema;
  • Ao Lelezinho pela companhia no Chef Vergé, no 007, pelas conversas sempre muito p..., pelo desencontro de última hora, por tudo;
  • Ao Montinho pela hospitalidade na sua escola em Joinville, pela prova de que os amigos podem se distanciar mas a amizade não muda. Sorte com o pimpolho que rebentará em breve;
  • À Kiki, mulher perfeita, pela longa conversa, por nos ter recebido na casa dela, por nos ter contado do seu casório-relâmpago, pelas inúmeras apertadas, mordidas e lambidas nas bochechas deliciosas que só ela tem;
  • Ao Du, por ter me convidado à sua nova casa e ter me tratado mais Lilian como um rei, pelo café e a longa tarde no Lucca falando de projetos e do futuro. É muito bom ver os amigos bem;
  • Ao Sidney e à Dani, por ter me levado à Pizza Hut e me proporcionado uma ótima conversa. Foi bom rever vocês;
  • Ao João Putain Espèce de Tabernac Arthur pela feijoada e pela conversa. E não fomos comer naquele japonês. Já está mais que combinado para a próxima;
  • À Neuza por ter acolhido a minha gula na sua casa algumas vezes. Melhoras;
  • Ao Sérgio e Juliana pelo passeio naquela prainha pitoresca;
  • À tia Tânia, Fernanda, tio Ayone, Giórgia e Andy pela companhia na praia;
  • Ao Chameau de la Croix por um dos tantos papos matinais;
  • À Érika e Héctor pela acolhida em sua casa. À Érika de volta pela conversa de domingo;
  • À Cris e Magrão pela acolhida em sua casa. Ao Papai-cachinhos pela explicação de como se faz sorvete de pistache;
  • À Jacquinha gostosa por me fazer rir mesmo de longe e por ela estar cada vez mais pançuda;
  • À Karla, pela conversa madura;
  • Ao Goura pelo passeio em busca de um mouse;
  • À Marga, pela conversa gostosa e almoço também gostoso;
  • Ao Shuriken pelo cineminha e conversa de última hora (espero que dê certo de nos vermos agora no Carnaval);
  • À Paty-girl Duína mãe dos meus 12 filhos pela amostração das fotos da Bolívia (acabou de não as vimos todas);
  • Ao Caco, pela meia companhia ao cinema;
  • Ao Felipe, pelos convites de última hora que infelizmente não deram certo;
  • Ao Esguio, por ter me surpreendido querendo ser mágico;
  • Ao Hélder, Vanessa, Joninha, Luis Felipe, Luana e gangue de história pelo almoço e dia em Antonina;
  • Ao Mamá e Paulo pelhos milhões de são-bernandos vegetarianos;
  • Ao Zunga pela nossa superconversa de madrugada adentro;
  • À Pree Mamita pelo convite, que acabou não dando certo, de comer uma feijoada preparada por ela;
  • Ao Tchê pelo convite que não deu certo de comer pastel;
  • Ao Márcio pela conversa e pelos convites de happy hour;
  • A todas as outras pessoas que não citei aqui;
  • Por fim, aos meus pais, e nem preciso dizer por quê.
No mais, queria pedir desculpa àqueles a quem prometi que ia ver e que não pude. Desculpa Haroldo e Marinês, desculpa aí Izaías, desculpe Tchê, desculpem.

Obs.: Sim, tá rolando mesmo um love moment do além.


Sugerencia del troesma

Por mais que muitos queiram me matar depois do que eu vou dizer, Memória de minhas putas tristes é um dos dois melhores livros do Gabriel García Márquez. Está à altura de Cem anos de solidão. Além de ter um início espetacular...

No ano de meus noventa anos quis me dar de presente uma noite de amor louco com uma adolescência. (García Marquez, Gabriel. Memória de minhas putas tristes. Rio de Janeiro: Record, p. 7)

... que te deixa querendo saber se o velho de 90 anos vai conseguir ou não dar no coro, você se deixa envolver por uma história de amor inusual e, sobretudo, por uma confissão do que é a velhice. Sim, para mim, é sobre isso que é o livro, sobre a velhice e como é envelhecer. Tanto que há, no título do livro, a palavra memória, que já remete a isso.

Fica lá a dica então:

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

A frígida Natasha (ou o relato de um vagabundo de férias)

a batalha teve seu fim! pra minha alegria, natasha voltou as operações há cerca de 2 horas e meia. ate o momento nao apresenta queixas ou quaisquer comentarios de carater negativo.


as 9h00 pontualmente acordei pra tomar café e colocar na pia aquilo que nao ia ser devorado (afinal as azeitonas do Magoo nao sao uma boa pedida nas primeiras horas do dia). feito isso abri a porta da menina, desconectei-a da corrente elétrica e voltei a dormir.


as 11h00 acordei e, para meu espanto, o balde das verduras nao estava cheio d´agua conforme previsto. entretanto-porem, o chao estava mto molhado. sim sim sim, a desgraçada da natasha tava soltando agua por tras..... la no motor. enfim... nada a fazer, so acompanhar o processo pra evitar maiores desgraças (isso quer dizer, que o grande bloco de gelo da parte superior caia e quebre tudo). pra acelerar o processo fui colocando chaleiras de água quente dentro da bichinha. acho que ajudou!


eis que as 16h30 aprox escutei um crac meio forte e corri pra acudir minha companheira conservadora do leite. o bloco estava a cair.... com o cuidado de quem segura algo muito precioso em suas maos, retirei o pequeno iceberg. as medidas: 41 de comprimento, 19 de altura e quase 2cm de largura! limpei-a, prateleira por prateleira, e recoloquei tudo dentro!


apos a faxina da cozinha (q tava cheia d´agua), olhei para o conjunto da obra, juntei os dedos da mao direita como quem vai dizer ´mama-mia´, trouxe-os para boca, beijei a ponta dos dedos barulhentamente e disse: BELEUZA!

Ass.: Camilo

Obs.: Eu, Magoo, grande mantenedor da gramática portuguesa, preferi deixar o texto do meu excelentíssimo roomate inalterado por respeito à sua livre expressão. Deixo claro isso.


Sugerencia del troesma

Blog muito divertido, muitíssimo bem escrito. Para quem gosta de quem escreve bem, aconselho-o. Tem uma sensibilidade e um tato com a escrita que me agrada muito. Um jeito só dela de abordar o mundo, a literatura, uma sinceridade rara hoje em dia em quem escreve. Opinião modesta aqui do cegueta que vos fala. Quem quiser conferir, sinta-se à vontade: Diário da Lulu

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Um antipost

Estou escrevendo aqui só para agradar à mulher mais gostosa deste planeta, que está grávida (sortudo de seu White Lake), e para ela não ficar dizendo que não abro posts vazios para ela escrever comentários.



Satisfeita, gostosa?