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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Figuraças da viagem 3 - Principessa Flogger


De Chile

Com certeza uma das maiores figuras que conheceremos nesta viagem, a Principessa Flogger foi nosso companheiro de presepadas em Puerto Natales e durante os quatro dias embarcados navegando pelos canais do sul do Chile. 
A história de vida da Principessa Flogger é digna de um livro de mais de mil páginas, cheio de infinitos capítulos, personagens e antagonistas.
Começando pelo fato de que ele, obviamente, nem se chama Principessa Flogger. Também conhecido como Babo Natale, Babo Noel, Babo, Viejito Pascuero ou tao-somente Princi, este personagem barbudo possui um quê de Batman e Bruce Wayne. De dia é design importante, artista visual, curador, guru pessoal e contador de histórias, enquanto durante viagens é a Principessa Flogger, floggueiro de plantao, idealizador do floggismo e atual e vitalício presidente do Movimento Flogger, já mundialmente conhecido, cujos peripatéticos adeptos estao espalhados por todo o mundo, a saber: Itália, Brasil, Argentina, Chile, Alemanha, Holanda, Inglaterra, Austrália, dentre outros.

De Chile

Como o conhecemos?
Camilo o conheceu ao voltar para o hostel, em Puerto Natales, depois de um almoço pantraguélico. Qual um cavaleiro andante sobre sua moto, travaram uma conversaçao que acabou durando mais de uma semana.

De Chile

Principessa veio da Califórnia de moto até Ushuaia, de onde começou a subir de novo com rumo a Valparaíso, de onde despachou sua moto e voltou para casa. Levou cerca de quatro meses para vir cruzar a América de ponta a ponta.
Durante sua viagem, caiu duas vezes, machucando a mao e o pé. O que, no entanto, nao o fez parar.
No seu currículo consta viagens como: Califórnia-Alasca de moto, cruzar as montanhas nepalesas, cruzar os Estados Unidos de moto, tomar o peyote...
Principessa é, mais que nada, uma pessoa livre de espírito, que olha nos olhos das pessoas sem medo, sem vergonha. 

De Chile

Sabe que tem muita coisa a ensinar, mas nao se imiscui de estar constantemente aprendendo. Muito embora seja um italiano que mora há 25 anos nos EUA, Principessa fala espanhol perfeitamente. Nao se deixa levar pelo fato de o inglês ser mundialmente falado. Sabe que conhecer pessoas faz parte de viajar, e que deixar de falar com os locais é perder um pouco da essência do lugar que se conhece...



quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Figuraças da viagem 2 - Japa Nagamori

A segunda figurinha carimbada que conhecemos nesta volta ao mundo foi este japonês da foto (à esquerda):






De Argentina

Confesso que nao me lembro exatamente do nome dele. Era algo como Nagamori, Nagomochi... Significava, se minha memória nao falha, ¨muito bosque¨ em japonês. Este senhor de mais de meia década é quase o estereótipo perfeito do japonês. Baixo, sempre alegre, sorridente e com uma máquina fotográfica na mao do tamanho de um canhao. Além disso, e talvez o mais importante, possui o costume mundialmente conhecido de tirar fotos de tudo e de todos a todo instante.
Nós o conhecemos no alto do Glaciar Martial, em Ushuaia (Argentina). Estávamos no topo com uns amigos alemaes que conhecemos, tomando um mate e aprendendo besteiras em alemao. Até que chegaram o tal senhor japonês com sua amiga, uma canadense. Como bons viajantes, cumprimentamos a todos e já fomos puxando conversa, para saber de suas histórias e trajetos. Antes mesmo que pudéssemos querer tentar falar, ele já nos pôs em posiçao fotográfica e tirou inúmeras fotos de nós, com nós e do arredores. 
Digam xis, digam xis...
Detalhe básico: ele nem tinha ainda parado para ver a paisagem ou o que seja; chegou, tirou a câmera e já foi batendo foto. Parecia a RONE: primeiro bate, depois pergunta.
Já com umas 50 fotos na máquina, satisfez-se e finalmente falou conosco. Contou-nos do seu nome, da sua vida, etc.
Uma meia hora depois decidimos descer. Fomos em comitiva: tupiniquins, alemaes, japa doido e a canadense. 
Nao é, entao, que o senhor japonês me cai de um penhasco e abre o supercílio, que começa a sangrar a borbotoes. Foi um deus nos acuda. Todo mundo descendo as pedras atrás do Nagamori ou sei lá como se chama para ajudá-lo. Apesar de estar sangrando muito, estava consciente e falando. O corte tinha sido profundo, mas podia caminhar normalmente. 
Passado o susto, começamos todos a descer, para levá-lo para o hospital...
Embora nao nos falamos mais, nós o vimos depois em Puerto Natales entrando num táxi. Suponho que estará bem...


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Figuraças da viagem 1 - Juan oniriciclo

A primeira figuraça que conhecemos nesta viagem foi o Juan, oniriciclista.
Cruzamos com ele pelas ruas de Buenos Aires e acabamos fazendo nosso segundo programa (Viajeros sin Bandera/Frontera) com ele. 
Para resumi-lo em poucas palavras, daria para dizer que o cara é um personagem em si mesmo. Criou o que ele chama oniriciclo e está com um projeto de sair pela América Latina, com destino a Alasca, de bicicleta exibindo filmes e levando arte por vilarejos, cidadezinhas e cus-de-mundo. 
Além dele, há mais outros oniriciclistas. Um é músico, outro cineasta, outro escritor, etc. Utilizam os oniriciclos para chamar a atencao e representar o sentido onírico (nao podia ser diferente) da sua arte. A estrada que pretendem pegar é a Panamericana, que corta toda a América Latina pelo Pacífico. Segundo o Juan, esperam levar dois anos para chegar ao Alasca.
Resolvi nao pôr uma foto dele aqui porque já o verao muito no segundo programa. Para nao deixá-los sem nada, porém, vai aí uma foto do Camilo Jones no oriciclo.




De Argentina