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terça-feira, 2 de março de 2010
Terceiro programa no ar | Ushuaia
Se não puder visualizar o vídeo, clique aqui ou vá para este link:
http://w3.mixplay.tv/espanol/videosonline/home/Viajeros-sin-Banderas-Capitulo-3-Ushuaia/500543.php?playcontent
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Figuraças da viagem 2 - Japa Nagamori
A segunda figurinha carimbada que conhecemos nesta volta ao mundo foi este japonês da foto (à esquerda):
| De Argentina |
Confesso que nao me lembro exatamente do nome dele. Era algo como Nagamori, Nagomochi... Significava, se minha memória nao falha, ¨muito bosque¨ em japonês. Este senhor de mais de meia década é quase o estereótipo perfeito do japonês. Baixo, sempre alegre, sorridente e com uma máquina fotográfica na mao do tamanho de um canhao. Além disso, e talvez o mais importante, possui o costume mundialmente conhecido de tirar fotos de tudo e de todos a todo instante.
Nós o conhecemos no alto do Glaciar Martial, em Ushuaia (Argentina). Estávamos no topo com uns amigos alemaes que conhecemos, tomando um mate e aprendendo besteiras em alemao. Até que chegaram o tal senhor japonês com sua amiga, uma canadense. Como bons viajantes, cumprimentamos a todos e já fomos puxando conversa, para saber de suas histórias e trajetos. Antes mesmo que pudéssemos querer tentar falar, ele já nos pôs em posiçao fotográfica e tirou inúmeras fotos de nós, com nós e do arredores.
Digam xis, digam xis...
Detalhe básico: ele nem tinha ainda parado para ver a paisagem ou o que seja; chegou, tirou a câmera e já foi batendo foto. Parecia a RONE: primeiro bate, depois pergunta.
Já com umas 50 fotos na máquina, satisfez-se e finalmente falou conosco. Contou-nos do seu nome, da sua vida, etc.
Uma meia hora depois decidimos descer. Fomos em comitiva: tupiniquins, alemaes, japa doido e a canadense.
Nao é, entao, que o senhor japonês me cai de um penhasco e abre o supercílio, que começa a sangrar a borbotoes. Foi um deus nos acuda. Todo mundo descendo as pedras atrás do Nagamori ou sei lá como se chama para ajudá-lo. Apesar de estar sangrando muito, estava consciente e falando. O corte tinha sido profundo, mas podia caminhar normalmente.
Passado o susto, começamos todos a descer, para levá-lo para o hospital...
Embora nao nos falamos mais, nós o vimos depois em Puerto Natales entrando num táxi. Suponho que estará bem...
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Segunda-feira Flogger
Flogger Team (Magoo Flogger, Principessa Flogger, Camilo Flogger) despedindo-se em Puerto Montt depois de quase uma semana de presepadas...
| De Chile |
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Novas fotos nos álbuns da Argentina e Chile
Depois de uma demora incrível, sentamos para ajeitar nossa vida na internet. Aproveitamos para atualizar os álbuns, o blog, subir vídeos e outras coisitas mais...
Aqui à direita, nos álbuns intitulados Argentina e Chile, poderao ver mais fotos.
| De Chile |
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Reflexoes sobre o fim do mundo
O que é o fim do mundo? Basicamente, é onde tudo termina, onde "n" fatores relacionados a uma coisa confluem e culminam no seu término, desmanchando-se e desfazendo-se.
O fim, no entanto, nao se dá somente num lugar determinado, mas também num tempo específico. Há o onde o fim termina e o quando isso tem lugar naquele espaço específico. De maneira que o fim possui um lugar e um tempo.
O mundo, como qualquer outra "coisa", deveria possuir um fim, que por sua vez demanda um lugar e um tempo.
Particularmente, eu nunca tinha pensado antes que o mundo merecia um fim, e que esse fim seria motivo de orgulho para alguns.
O é na Argentina.
Protegido por uma cadeia de montanhas nevadas, Ushuaia (que significa, em uma das extintas línguas indígenas da regiao, baía do sol poente), desemboca no Canal Beagle, no estreito de Magalhaes, a menos de 2.000km da Antártida. Segundo os argentinos da regiao, Ushuaia é o fim do mundo incrustrado no meio da Terra do Fogo.
Os habitantes locais, portanto, sao, ou deveriam ser, os que estao mais perto do fim do mundo. A perspectiva que tem do mundo é totalmente diferente da de outros países a que fui. Por só terem às suas costas a Antártida, um fiapo despovoado do Chile, tem à sua frente um mundo inteiro para descobrir.
| De Argentina |
No começo, porém, pensava eu, do alto da minha ignorancia, que viver no fim do mundo poderia significar um destino fadado à inércia e estagnaçao. Acreditava, ainda sem ter conhecido, que poucas perspectivas havia para quem é de Ushuaia. Teriam todos que, necessariamente, ir a Buenos Aires, Mendoza, Córdoba ou Rosario.
À medida que fui conhecendo um pouco mais os ushuaianos e falando com a gente, fui me dando conta que isso era um preconceito meu e que a situaçao toda poderia ser o completo oposto: ao contrário de ter poucas perspectivas por viver longe de tudo, voce pode ter todas, pois tem todo o mundo diante de si, Uma imensidao de possibilidades ao alcance da mao, e senao, da vista. Que tranquilidade saber que nao se precisa espreitar do canto do olho o que está atrás e dirigir a atençao unicamente para o que está à frente.
Ao mesmo tempo que temos o fim como término do caminho, descobrimos que ele também pode ser o começo...
| De Argentina |
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